Mostra Simião Martiniano

Mostra Simião Martiniano

Artes marciais, comédia e bangue-bangue são a marca do cineasta Simião Martiniano. Nascido em Alagoas, radicado em Pernambuco ainda na década de 50. Iniciou a sua carreira nos anos 70, com filmes de baixo orçamento, entre eles “O Vagabundo da Faixa Preta”, “A Moça e o Rapaz Valente”, “O Herói, Trancado”. Simião roteirizava, dirigia, atuava e produzia as suas obras, além de trabalhar como comerciante informal no Centro do Recife. Fato que lhe rendeu o apelido “O Camelô do Cinema”, usado como título de um documentário sobre sua vida e obra, dirigido pelos cineastas Hilton Lacerda e Clara Angélica em 1998.

A partir de hoje,  no portal da Cinemateca Pernambucana, você pode assistir a uma mostra com todos os filmes de Simião além de filmes sobre o realizador. O já citado “Simião Martiniano – O Camelô do Cinema” e o de José Manoel, seu grande parceiro criativo, “A Maldição de Simião”.

 

Assista aos filmes

O Herói, Trancado
1989 | 122 min | Ficção
Direção | Simião Martiniano
Sinopse | Trancado embarca em uma viagem para vingar o assassinato do seu irmão e recuperar a sua honra.

A Rede Maldita
1991 | 138 min | Ficção
Direção | Simião Martiniano, Antonio Ventura
Sinopse | No agreste pernambucano, um homem encontra uma misteriosa rede cheia de dinheiro no meio da rua. Porém, ao pagar o que ele deve a um fazendeiro, uma série de problemas começam a surgir para ele e a sua mulher Sofia.

O Vagabundo Faixa Preta
1992 | 96 min | Ficção
Direção | Simião Martiniano
Sinopse | O Vagabundo Faixa Preta conta a história de um habilidoso lutador de caratê que ganha a vida fazendo demonstrações de artes marciais na rua. Na cidade de Colorado, ele é hostilizado por caratecas de academias locais, que decidem eliminá-lo.

A Mulher e o Mandacaru
1996 | 76 min | Ficção
Direção | Simião Martiniano, Antônio Ventura
Sinopse | A história reúne um homem em decadência econômica, uma prostituta cansada da profissão e irmãos malfeitores procurando confusão.

Traição no Sertão
1997 | 105 min | Ficção
Direção | Simião Martiniano
Sinopse | Uma história cheia de violência, romance e ação. Uma ficção que relata um fato verídico na vida de um menino abandonado, e depois adotado por um capitão. No decorrer da história houve vários conflitos entre o capitão e dois coroneis.

A Moça e o Rapaz Valente
1999 | 120 min | Ficção
Direção | Simião Martiniano
Sinopse | A história de um rapaz solitário que vive pelos engenhos, audaz, destemido e também sedutor. Até que um dia conhece e se apaixona pela filha do Coronel.

A Valize Foi Trocada
2007 |110 min | Ficção
Direção | Simião Martiniano
Sinopse | Um homem esquece uma mala cheia de dinheiro em uma farmácia. Após isso, outro homem chega na loja com uma mala deixa de canos e torneiras e troca as malas por engano.

Show Variado
2010 | 35 min |Ficção
Direção | Simião Martiniano
Sinopse | O Show Variado é o último filme de Simião Martiniano. Esse média metragem é um compilado de esquetes cômicas que foram escritas, produzidas e protagonizadas pelo prórpio Simião.

A Volta do Filho da Terra
2014 | 18 min | Ficção
Direção | Simião Martiniano, José Manoel
Sinopse|Uma história de emoções e drama, que relata fatos verídicos na vida do cineasta Simião Martiniano. O menino que aos 10 anos de idade abandonou sua família e saiu de casa por causa de uma surra que levou do seu pai. Saiu sem destino, passou fome e vivia perambulando pelas ruas. 65 anos depois, o menino volta à sua terra natal em busca de sua família.

 

Filmes sobre o Diretor:

Simião Martiniano: O Camelô do Cinema
1998 | 14 min | Documentário
Direção | Hilton Lacerda, Clara Angélica
Sinopse |A história de Simião Martiniano, homem que divide seu tempo entre os ofícios de
camelô e cineasta.

A Maldição de Simião
2009 | 15 min | Ficção
Direção | José Manoel
Sinopse | Simião Matiniano vive assombrado por figuras curiosas.

Cinemateca exibe mostra internacional com o Cinelimite

Durante todo o mês de agosto, a partir do próximo domingo (01) será exibida no portal da Cinemateca Pernambucana da Fundação Joaquim Nabuco (cinematecapernambucana.com.br) a mostra on-line “A História de uma Alma: Uma Coleção de Filmes de Pernambuco”. Com curadoria da Cinelimite & Cinemateca Pernambucana, tem como objetivo de mostrar a rica história do cinema feito no Estado. Todos os filmes estarão com legendas em inglês.

 A Cinelimite (cinelimite.com) é uma organização sem fins lucrativos sediada em Nova Iorque, dedicada à exibição de cinema brasileiro e à promoção do intercâmbio cultural entre os Estados Unidos e o Brasil. Fundada em 2020, produz programas mensais que visam destacar a rica história do cinema brasileiro para o público internacional. As mostras da Cinelimite incluem novos textos acadêmicos, vídeo-ensaios, entrevistas e filmes, apresentados tanto em inglês como em português.

 “É muito gratificante ver parte do nosso acervo exibido e debatido em mostras internacionais como essa promovida em parceria com o Cinelimite. Isso só vem a reforçar a importância do trabalho da cinemateca que não apenas coleta filmes mas, principalmente, difunde e debate o audiovisual produzido em Pernambuco desde a década de vinte do século passado”, comemora Ana Farache, coordenadora do Cinema e Cinemateca Pernambucana da Fundaj.

 O título deste programa vem do filme História de uma alma, dirigido por Eustórgio Wanderley em 1926, que foi descrito na época pelo jornal recifense A Pilhéria como um reflexo do “incontestável progresso de nossa parte na ‘arte da tela ‘’muda’’. Durante cada década significativa do cinema pernambucano, tal sentimento de progresso incontestável faz-se sempre presente, à medida que uma visão singular da realidade brasileira se apresenta na tela. A História de uma Alma é, portanto, uma homenagem à importante obra da fase muda do cinema pernambucano, além de ser um título que evoca uma história cinematográfica profundamente interessada em retratar a alma e a essência de um estado e de seu próprio povo. 

 A mostra é composta de 11 filmes do acervo da Cinemateca que vão desde sua fase silenciosa até a década de 90. A coleção abrange dois dos mais importantes movimentos cinematográficos do estado pernambucano, o Ciclo do Recife e o Movimento Super-8 dos anos 70. Este programa também destaca produções memoráveis como O Canto do Mar, de Alberto Cavalcanti, feito em 1953, e o trabalho autoral de cineastas como Linduarte Noronha e Katia Mesel. Toda a coleção oferece um breve retrato da vitalidade do cinema pernambucano, e funciona como uma porta de entrada para a história do cinema do estado.

 

Filmes da Mostra

Veneza Americana (1925), de Hugo Falangola e J. Cambiere

Aitaré da Praia (1925), de Gentil Roiz

O Canto do Mar (1953), de Alberto Cavalcanti

Aruanda (1960), de Linduarte Noronha

O Cajueiro Nordestino (1962), de Linduarte Noronha

A Cabra na Região Semi-Árida (1966), de Rucker Vieira

Isso é que é (1974), de Geneton Moraes Neto

Fabulário Tropical (1979), de Geneton Moraes Neto

O Coração do Cinema (1983), de Geneton Moraes Neto

Sulanca (1986), de Katia Mesel

Recife de Dentro Pra Fora (1997), de Katia Mesel

Projeto Veredas do Patrimônio Audiovisual da Cinemateca do MAM

 

 

A partir desta sexta, 28, o projeto Veredas do Patrimônio Audiovisual da Cinemateca do MAM do Rio de Janeiro abre espaço para a Cinemateca Pernambucana da Fundação Joaquim Nabuco.

O destaque será a Coleção Geneton Moraes Neto (foto) do acervo da Cinemateca Pernambucana. Serão exibidos dois programas com a quase totalidade das obras realizadas pelo diretor, tanto em Super 8 quanto em outras bitolas.

A programação se completa com uma conversa com Ana Farache, coordenadora da Cinemateca Pernambucana, e seu consultor, o pesquisador Paulo Cunha.

O curador do MAM, José Quental ressalta que criada em 2018, a Cinemateca Pernambucana é uma das mais recentes entidades de guarda da memória audiovisual brasileira.

Os filmes serão exibidos no canal On-line do Mam, até domingo, 30. A conversa com Ana e Paulo será na segunda, 31, às 16 horas, no Youtube e Facebook.

Assista aos filmes e confira a programação completa do Veredas do Patrimônio Audiovisual da Cinemateca do MAM.

Oficina de Continuidade Audiovisual com Adelina Pontual

Oficina de Continuidade Audiovisual com Adelina Pontual

Estão abertas as inscrições para a oficina promovida pela Cinemateca Pernambucana “Continuidade no Audiovisual”, com a cineasta Adelina Pontual.

Desta vez, as aulas irão ocorrer totalmente online, pela plataforma Google Meet. A oficina será dividida em dois módulos, o primeiro nos dias 6, 7 e ‪8 de outubro‬ e o segundo nos dias 13, 14, ‪15 de outubro‬, sempre das 15h às 17h.

A diretora abordará tópicos relacionando continuidade com direção, montagem, decupagem e roteiro. Versará ainda sobre o trabalho no set de filmagem e estudo das cenas produzidas.

A inscrição da oficina é gratuita e pode ser feita aqui no link do formulário, até terça-feira (29).

 

Adelina Pontual

A diretora, roteirista, continuísta e mestra em comunicação Adelina Pontual é um dos maiores nomes do cinema pernambucano e já trabalhou em produções como Central do Brasil, de Walter Salles (1998), Carandiru, de Héctor Babenco (2003), Era Uma vez, Eu Verônica de Marcelo Gomes (2012), Tatuagem de Hilton Lacerda (2013), Que Horas Ela Volta, de Anna Muylaert (2015).

Dirigiu e roteirizou o longa Rio Doce/CDU e curtas-metragem como ReTratro (2012), Véio (2005), O Pedido (1999), Cachaça (1995) entre outros. Todos disponíveis aqui no portal da Cinemateca.

É Mestra em comunicação pela UFPE, com a dissertação ”Continuidade Cinematográfica e Narrativas Contemporâneas”. Formada em Comunicação Social pela UFPE e em Cinema pela Escuela Internacional de Cine y Televisión (EICTV), em Cuba, já ministrou diversos cursos de continuidade como: ”Oficina de Continuidade Cinematográfica” produzida pela Canne/Fundaj, módulo de continuidade no Curso de ”Formação Profissional para Cinema”, pelo Instituto Icuman, módulos de Assistência de Direção e Continuidade no curso regular de Cinema na  Escuela Internacional de Cine y Televisión (EICTV).

A Filha do Advogado na 22ª Mostra Retrospectiva/Expectativa do Cinema da Fundação

A Filha do Advogado na 22ª Mostra Retrospectiva/Expectativa do Cinema da Fundação

 

No próximo sábado (14), às 15h10, no Cinema da Fundação/MUSEU, teremos a última Sessão Cinemateca de 2019 com o longa A Filha do Advogado, de Jota Soares. A sessão faz parte da 22ª Mostra Retrospectiva/Expectativa do Cinema da Fundação. De 1926, o filme é um dos poucos sobreviventes do Ciclo do Recife que permanecem completos.

Sinopse: O advogado Dr. Paulo Aragão, antes de seguir viagem para a Europa, conta seu segredo ao amigo jornalista Lúcio: tem uma filha biológica, Heloisa, que vive com a mãe numa casa da fazenda de Paulo. Lucio fica com a incumbência de providenciar a mudança delas para a capital. Ele então entra em contato com Heloisa e a mãe dela, Lucinda e, com a chegada das duas, Heloisa e Lucio começam discreto namoro. Ela e a mãe vão ter que enfrentar a ganância de diversas pessoas, entre elas Helvécio, também filho do Dr. Paulo Aragão, e Gerôncio, o empregado.

Entrada gratuita.

Sessão Cinemateca apresentará Era Uma Vez Eu, Verônica

Sessão Cinemateca apresentará Era Uma Vez Eu, Verônica

Neste sábado, 26 de outubro às 16h30, a Sessão Cinemateca irá exibir o longa-metragem Era uma vez eu, Verônica, de Marcelo Gomes. Logo após a sessão, que acontecerá no Cinema da Fundação/Museu, teremos um debate com a professora e pesquisadora Amanda Mansur. A entrada é gratuita.

 

Sinopse

Verônica atravessa um momento crucial em sua vida, um momento pleno de incertezas: sobre sua escolha profissional, sobre seus laços afetivos, sobre sua capacidade de lidar com a vida nova que se aponta daqui pra frente. Era uma vez eu, Verônica é um conto de fadas ao contrário, sem fadas, sem casamentos, sem sonhos. Uma história que se revela através de aventuras, desventuras, desejos e canções.

Sobre a professora e pesquisadora

Amanda Mansur é doutora em Comunicação e professora do Centro Acadêmico do Agreste da UFPE. Autora dos livros “O Novo Ciclo de Cinema em Pernambuco: a questão do estilo” pela Editora Universitária da UFPE (2010) e “A Aventura do Baile Perfumado: 20 Anos Depois”, lançado pela Editora CEPE (2016).