Cinema da Fundação e Cinemateca Pernambucana exibem filmes na Fenearte

Cinema da Fundação e Cinemateca Pernambucana exibem filmes na Fenearte

O Cinema da Fundação e a Cinemateca Pernambucana prepararam uma programação especial para a XX Fenearte, no Centro de Convenções, em Olinda. Diariamente, de 03 a 14 de julho, serão realizadas, no estande da Fundaj, sessões de filmes para o público infantil, adulto e para pessoas com deficiências sensoriais.

As crianças serão presenteadas com animações em Stop Motion, com sessão no dia 13, às 15 horas. O público com deficiências visuais e auditivas também terá exibições com as três acessibilidades: audiodescrição (para pessoas cegas ou baixa visão), LSE e Libras (para surdos ou ensurdecidos). Será exibido o documentário Veneza Americana (1925), de Ugo Falangola, J. Cambieri que mostra construções que transformam a imagem do Recife.

O cinema pernambucano também terá espaço com mostras de 12 curtas. “Exibir filmes produzidos pela prata da casa num espaço como a Fenearte é uma excelente oportunidade de mostrar a milhares de pessoas a qualidade, criatividade e diversidade do cinema feito em Pernambuco. Escolhemos curtas de diversos diretores e gêneros que dão um panorama do que levou o cinema pernambucano ser reconhecido nacional e internacionalmente”, diz a coordenadora do Cinema da Fundação, Ana Farache.

E para os interessados em conhecer um pouco do Super-8 pernambucano, foi preparada uma sessão com curtas produzidos entre as décadas de 1970 e 1980.

 

PROGRAMAÇÃO CINEMA/CINEMATECA PARA FENEARTE 2019


Quarta (03/07) 18h

Sessão Cinemateca Pernambucana | Curtas (1)

Clandestina Felicidade (1998)
De Beto Normal, Marcelo Gomes. Fragmentos da infância da escritora Clarice Lispector, em Recife, 1929.
14 min | Livre

Cachaça (1995)
De Adelina Pontual. Num bar do centro da cidade, dois homens fazem uma aposta: ver quem aguenta tomar mais cachaça. A noite transcorre com suas revelações e personagens. Os primeiros raios do sol revelarão o vencedor.
13 min| 10 anos

Maracatu, maracatus (1995)
De Marcelo Gomes. As diferenças culturais entre as várias gerações de integrantes do Maracatu rural.
14 min | Livre

Perna Cabiluda
De Beto Normal, Gil vicente, João Jr, Marcelo Gomes. Doc sobre A Perna Cabiluda, uma das lendas urbanas mais populares do Recife.
17 min | Livre

 

Quinta (04/07) 16h
Cinema Acessível | Projeto Alumiar

Veneza Americana (1925) (com Audiodescrição e Libras)
De Ugo Falangola, J. Cambieri. Um documentário mudo sobre o belíssimo progresso de Pernambuco, com destaque na construção do novo cais de Recife
68 min | Livre

 

Sexta (05/07) 18h
Sessão Cinemateca Pernambucana | Curtas (2)

Santa do Maracatu (1980)
De Fernando Spencer. Documentário sobre as origens do Maracatu, tendo como base D. Santa, famosa rainha do Maracatu Elefante.
10 min | Livre

Tchau e benção (2009)
De Daniel Bandeira. Música tocando, coisas na caixa e ela a caminho. Tudo pronto para o fim.
10 min | 12 anos

Véio (2005)
De Adelina Pontual. Nos arredores da cidade de Nossa Senhora da Glória, sertão do estado de Sergipe, Nordeste brasileiro, iremos encontrar um inesperado parque de esculturas a céu aberto.
20 min | Livre

Contratempo (2004)
De Daniel Bandeira. Há dias em que o mundo funciona ao contrário do que você pensa.
10 min | Livre

 

Sábado (06/07) 17h
Cinema Acessível | Projeto Alumiar

Veneza Americana (1925) (com Audiodescrição e Libras)
De Ugo Falangola, J. Cambieri. Um documentário mudo sobre o belíssimo progresso de Pernambuco, com destaque na construção do novo cais de Recife
68 min | Livre

 

Domingo (07/07) 17h
Sessão Cinemateca Pernambucana | Curtas (1)

Clandestina Felicidade (1998)
De Beto Normal, Marcelo Gomes. Fragmentos da infância da escritora Clarice Lispector, em Recife, 1929.
14 min | Livre

Cachaça (1995)
De Adelina Pontual. Num bar do centro da cidade, dois homens fazem uma aposta: ver quem aguenta tomar mais cachaça. A noite transcorre com suas revelações e personagens. Os primeiros raios do sol revelarão o vencedor.
13 min| 10 anos

Maracatu, maracatus (1995)
De Marcelo Gomes. As diferenças culturais entre as várias gerações de integrantes do Maracatu rural.
14 min | Livre

Perna Cabiluda
De Beto Normal, Gil vicente, João Jr, Marcelo Gomes. Doc sobre A Perna Cabiluda, uma das lendas urbanas mais populares do Recife.
17 min | Livre

 

Segunda (08/07) 16h
Sessão Cinemateca Pernambucana | Curtas (2)

Santa do Maracatu (1980)
De Fernando Spencer. Documentário sobre as origens do Maracatu, tendo como base D. Santa, famosa rainha do Maracatu Elefante.
10 min | Livre

Tchau e benção (2009)
De Daniel Bandeira. Música tocando, coisas na caixa e ela a caminho. Tudo pronto para o fim.
10 min | 12 anos

Véio (2005)
De Adelina Pontual. Nos arredores da cidade de Nossa Senhora da Glória, sertão do estado de Sergipe, Nordeste brasileiro, iremos encontrar um inesperado parque de esculturas a céu aberto.
20 min | Livre

Contratempo (2004)
De Daniel Bandeira. Há dias em que o mundo funciona ao contrário do que você pensa.
10 min | Livre

 

Terça (09/07) 14h
Sessão Cinemateca Pernambucana | Cinema Super-8

Fabulário Tropical (1979)
De Geneton Moraes Neto. Imagens de locais históricos de Recife e Olinda com vozes de duas “guias” que ironizam o pretenso caráter generoso dos brasileiros.
6 min | Livre

Cinema Glória (1979)
De Fernando Spencer, Félix Filho. Documentário com vários depoimentos (Jota Soares, Liedo Maranhão, Bajado, Celso Marconi e Maria José leite), sobre o mais antigo cinema de bairro funcionando no Recife.
16 min | 10 anos

Censura Livre (1981)
De Ivan Cordeiro. Super-8 mostra o fim dos cinemas de rua no Recife. Torre, Ideal , Brasil, Coliseu, Boa Vista , Império…
28 min | Livre

 

Quarta (10/07) 18h
Sessão Cinemateca Pernambucana | Curtas (1)

Clandestina Felicidade (1998)
De Beto Normal, Marcelo Gomes. Fragmentos da infância da escritora Clarice Lispector, em Recife, 1929.
14 min | Livre

Cachaça (1995)
De Adelina Pontual. Num bar do centro da cidade, dois homens fazem uma aposta: ver quem aguenta tomar mais cachaça. A noite transcorre com suas revelações e personagens. Os primeiros raios do sol revelarão o vencedor.
13 min| 10 anos

Maracatu, maracatus (1995)
De Marcelo Gomes. As diferenças culturais entre as várias gerações de integrantes do Maracatu rural.
14 min | Livre

Perna cabiluda
De Beto Normal, Gil vicente, João Jr, Marcelo Gomes. Doc sobre A Perna Cabiluda, uma das lendas urbanas mais populares do Recife.
17 min | Livre

 

DIA 11/07 – Quinta – 16h
Sessão Cinemateca Pernambucana | Cinema Super-8

Fabulário Tropical (1979)
De Geneton Moraes Neto. Imagens de locais históricos de Recife e Olinda com vozes de duas “guias” que ironizam o pretenso caráter generoso dos brasileiros.
6 min | Livre

Cinema Glória (1979)
De Fernando Spencer, Félix Filho. Documentário com vários depoimentos (Jota Soares, Liedo Maranhão, Bajado, Celso Marconi e Maria José leite), sobre o mais antigo cinema de bairro funcionando no Recife.
16 min | 10 anos

Censura Livre (1981)
De Ivan Cordeiro. Super-8 mostra o fim dos cinemas de rua no Recife. Torre, Ideal , Brasil, Coliseu, Boa Vista , Império…
28 min | Livre


DIA 12/07 – Sexta – 16h

Sessão Cinemateca Pernambucana | Curtas (2)

Santa do Maracatu (1980)
De Fernando Spencer. Documentário sobre as origens do Maracatu, tendo como base D. Santa, famosa rainha do Maracatu Elefante.
10 min | Livre

Tchau e benção (2009)
De Daniel Bandeira. Música tocando, coisas na caixa e ela a caminho. Tudo pronto para o fim.
10 min | 12 anos

Véio (2005)
De Adelina Pontual. Nos arredores da cidade de Nossa Senhora da Glória, sertão do estado de Sergipe, Nordeste brasileiro, iremos encontrar um inesperado parque de esculturas a céu aberto.
20 min | Livre

Contratempo (2004)
De Daniel Bandeira. Há dias em que o mundo funciona ao contrário do que você pensa.
10 min | Livre

 

DIA 13/07 – Sábado – 15h
Sessão Infantil Stop Motion

Koyaa – Carrinho Travesso (2017)
De Kolja Saksida |2 min 45 seg | Eslovênia

Dois Bondes (2016)
De Svetlana Andrianova | 10 min| Rússia

Miriam no Lago (2017)
De Riho Unt e Sergei Kibus | 5 min | Estônia

Birdlime (2017)
De Evan DeRushie | 10 min 52 seg | Canadá

A Terra em Minhas Mãos (2016)
De Nicolás Conte | 4 min 22 seg | Argentina

Policromático (2017)
De Negareh Halimi e Amin Malekian | 2 min 14 seg| Irã

Dorminhoco (2016)
De Pavel Nedzvedz | 1 min 48 seg | Bielorrússia

Ondas do Céu (2015)
De Gildardo Santoyo del Castillo | 8 min 38 seg | México

June (2016)
De Isis Leterrier | 2 min | França

O Garoto e o Ouriço (2016)
De Marc Riba e Anna Solanas | 3 mine 4 seg | Espanha

 

DIA 14/07 – Domingo – 17h
Sessão Cinemateca Pernambucana | Curtas (1)

Clandestina Felicidade (1998)
De Beto Normal, Marcelo Gomes. Fragmentos da infância da escritora Clarice Lispector, em Recife, 1929.
14 min | Livre

Cachaça (1995)
De Adelina Pontual. Num bar do centro da cidade, dois homens fazem uma aposta: ver quem aguenta tomar mais cachaça. A noite transcorre com suas revelações e personagens. Os primeiros raios do sol revelarão o vencedor.
13 min| 10 anos

Maracatu, maracatus (1995)
De Marcelo Gomes. As diferenças culturais entre as várias gerações de integrantes do Maracatu rural.
14 min | Livre

Perna Cabiluda
De Beto Normal, Gil vicente, João Jr, Marcelo Gomes. Doc sobre A Perna Cabiluda, uma das lendas urbanas mais populares do Recife.
17 min | Livre

Cinemateca Pernambucana promove primeira Quinzena de Moda e Cinema

Cinemateca Pernambucana promove primeira Quinzena de Moda e Cinema

 

 

Cinemateca Pernambucana abre neste sábado (15), às 14 horas, a Quinzena de Moda e Cinema, com uma exposição de figurinos elaborados por estudantes de Design da UFPE, sob a coordenação da professora Clarissa Sóter. Durante duas semanas, além da exposição, serão realizados palestras e minicursos sobre figurino e sua importância nas produções cinematográficas.

O evento apresentará as peças produzidas por estudantes na disciplina Moda e Cinema, entre os anos de 2018 e 2019. São roupas e adereços criados como releituras e experimentações baseadas em filmes icônicos do cinema pernambucano, como Tatuagem, de Hilton Lacerda, e Aquarius de Kleber Mendonça Filho.

Durante toda a quinzena, de 15 a 29 de junho, mais de 40 estudantes estarão na Cinemateca para conversar com o público e mostrar o que foi desenvolvido durante a disciplina de Moda e Cinema. Também irão mostrar como funciona o campo do design de figurino no Estado. “O objetivo, além de divulgar o trabalho que desenvolvemos na área em Design na UFPE, é proporcionar um intercâmbio entre pesquisadores, estudantes e público e equipe da Cinemateca Pernambucana. Um espaço que veio preencher um elo que faltava na cadeia produtiva do Estado”, ressalta a professora Clarissa Sóter.

Nos dias 19 e 27 de junho, às 14 horas, serão realizadas duas palestras sobre o cinema feito em Pernambuco com figurinistas e professores, aproximando o mundo acadêmico ao mercado. Assim como todas as atividades da Quinzena de Moda e Cinema, as duas palestras serão gratuitas e abertas ao público interessado no processo criativo do design de figurino. Inscrições na hora.

Programação

Dia 15 de junho (sábado)
Abertura da Exposição
Horário: 14h
Palestra de abertura: “Figurino e Cinema”, com Clarissa Sóter

Oficinas
Dias 18, 20, 21, 25, 26 e 28 de junho
Horário: 14h às 15h
Oficinas: Alunos voluntários da UFPE estarão oferecerão minicursos sobre figurino para o público em geral. Inscrições no local.

Dia 19 de junho (quarta)
Horário: das 14h às 16h
Palestra: Figurino, Moda, Cinema e interconexões, com Simone Barros e Clarissa Sóter

Dia 27 de junho (quinta)
Horário: das 14h às 16h
Palestras: O Figurino no Audiovisual

Dia 29 de junho (sábado)
Horário: 14h
Encerramento

Horário de visita guiada da exposição:
Terça a sexta: 10h às 16 horas
Sábado: 14h às 18h

Serviço:
Cinemateca Pernambucana
Endereço: Avenida 17 de Agosto, 2187 – Casa Forte, Recife – PE

Sessão Cinemateca traz Mostra Super-8 Felix Filho

Sessão Cinemateca traz Mostra Super-8 Felix Filho

Neste sábado (25), a Sessão Cinemateca traz a Mostra Super-8 Felix Filho com a presença do diretor para debate após a exibição de três curtas de sua autoria. Os filmes foram realizados entre 1975 e 1980, no auge do movimento superoitista em Pernambuco.

Félix Galvão Batista Filho é recifense, formado em Jornalismo pela Universidade Católica de Pernambuco – Unicap. Foi repórter do Diario de Pernambuco, Jornal do Brasil, O Estado de S. Paulo. Atuou também como chefe de reportagem da TV Manchete e TV Globo, onde foi ainda editor-chefe do Bom Dia Pernambuco. Foi diretor do Arquivo Público Estadual de Pernambuco, ocupando atualmente o cargo de Gestor.

 

Sinopses dos curtas da Mostra:

MÁSCARAS

Dir. Felix Filho, Roteiro Marcelo Barros, Ficção, 1975, 16 minutos.

Primeira produção de Félix Filho como realizador em Super-8, Máscaras é um filme sobre o relacionamento humano. Uma crítica à nossa sociedade, sobre o supérfluo das relações e a necessidade das aparências. Vencedor do Festival de Cinema de Petrolina em 1976.

 

GIBA E GRINGA

Dir. Felix Filho, Letícia Lins e Fernando Castilho, documentário, 1980, 13 minutos.

Os 80 anos do escritor Gilberto Freyre  e do líder comunista Gregório Bezerra comemorados no mesmo dia, em março de 1980, servem de motivação para mostrar os caminhos distintos trilhados por essas duas importantes figuras da história pernambucana.

 

CINEMA GLÓRIA 

Dir. Felix Filho e Fernando Spencer, documentário, 1978, 16 minutos.

O mais antigo cinema do Recife, na época das filmagens em funcionamento desde 1926 na Praça do Mercado de São José, na visão dos seus frequentadores: camelôs, prostitutas, biscateiros. Depoimentos de Jota Soares, Liêdo Maranhão, Bajado e Celso Marconi, Maria José Leite.

 

Cinemateca traz Master Class e Sessão Cinemateca com Valdir Oliveira

Cinemateca traz Master Class e Sessão Cinemateca com Valdir Oliveira

Na primeira quinta de maio (02/05), às 10h, ocorrerá a Master Class “Teledramaturgia em Pernambuco e a produção luso-brasileira”, dentro das comemorações dos 70 anos da Fundaj, com o mestre em comunicação e diretor Valdir Oliveira. Com quatros telefilmes de ficção pela rede Globo Nordeste na década de 90, além da direção do núcleo de Teledramaturgia do Nordeste da SBT Nordeste. Na Master Class, o realizador fará uma análise sobre a evolução da TV em Pernambuco, discutindo sobre a produção e difusão de conteúdos de ficção e sobre a chegada das “redes” de tecnologia influenciam na produção desses conteúdos. Além de comentar sobre a participação de atores e representação de personagens em documentários e da experiência de “Camões dos Lusíadas e dos Cordeis”.  A entrada é gratuita e é possível realizar a inscrição aqui.

Na mesma semana, no dia 04/05 às 16h10, a Sessão Cinemateca traz “Camões dos Lusíadas e dos Cordéis”, produção composta por dois documentários que narram aspectos relevantes da trajetória de Luiz Vaz de Camões, considerado um dos principais expoentes da literatura de língua portuguesa. Gravados em Portugal e no Brasil, os documentários abordam também a figura do poeta a partir da literatura de cordel e do anedotário brasileiro.

Valdir Oliveira fala sobre a produção luso-brasileira, dentro das comemorações dos 70 anos da Fundaj

Sobre o palestrante

Valdir Oliveira é roteirista, diretor, ator, jornalista e mestre em comunicação. Como roteirista, escreveu e dirigiu especiais de ficção para a Rede Globo Nordeste. Entre eles, A promessa de Jeremias, Caminhos de Monte Santo, O Santo Cibernético e Sulanca, para o programa Fantástico. É autor das minisséries Santo Por Acaso e Cruzamentos Urbanos, realizadas pelo SBT Nordeste. Em sua trajetória, também carrega trabalhos como roteirista e diretor dos curtas Tocaia Para Jacó, Por Uma Tecla e Conde Virgulino. Para o teatro, escreveu as peças Bela à Vista, Andanças do Tempo, Ópera de Martino e Bagre Peixoto, encenadas em Recife. Roteirizou e dirigiu a série de documentários Poetas e Prosadores Pernambucanos e Som das Letras, com incentivo do Funcultura. Também é roteirista e diretor da série Camões dos Lusíadas e dos Cordéis, realizada em Portugal e no Brasil, exibida pela TV Brasil em 2015. Na Guiné Bissau, realizou a série de três episódios Tabanka.

Cinemateca Pernambucana participa da Mostra do Filme Livre 2019

Cinemateca Pernambucana participa da Mostra do Filme Livre 2019

A Cinemateca Pernambucana da Fundação Joaquim Nabuco participa do maior festival de cinema brasileiro independente: a Mostra do Filme Livre que chega a sua 18º edição com exibições em Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, que vai até 3 de junho 2019. Geneton Moraes Neto é um dos homenageados deste ano, com a exibição de nove curtas em Super-8, realizados entre 1973 e 1983, e digitalizados em 4k pela Cinemateca Pernambucana.

A programação em sua homenagem tem a curadoria da Coordenadora do Cinema da Fundação Joaquim Nabuco e da Cinemateca Pernambucana Ana Farache e do pesquisador e professor da UFPE Paulo Cunha, codiretor dos curtas “Coração do Cinema” e “Esses Onze Aí”, presentes na Mostra. As sessões dos curtas serão seguidas de debates e ambos os curadores estarão presentes para conversar com o público nos CCBBs de São Paulo, Brasília e Rio sobre a importante produção de Geneton no campo do audiovisual e sobre o legado de seus filmes.

Geneton Moraes Neto – Nascido no Recife, em 1956, Geneton [Carneiro de] Moraes Neto foi jornalista e cineasta. Iniciou a carreira como repórter ainda adolescente, no suplemento infantil Júnior, do Diario de Pernambuco, no início dos anos 1970. Geneton trabalhou na sucursal Nordeste de O Estado de S. Paulo, entre 1975 e 1980, na Rede Globo de Televisão a partir de 1985, tendo sido editor do Jornal da Globo e do Jornal Nacional, e posteriormente correspondente da GloboNews e do jornal O Globo na Inglaterra. Foi ainda editor-chefe do programa dominical Fantástico. Em paralelo ao trabalho jornalístico, foi responsável por uma importante produção no campo do audiovisual. A partir de 1973, passou a realizar curtas em Super-8, por influência e incentivo do crítico pernambucano Fernando Spencer. Até 1984, realizou curtas em Pernambuco, no Rio de Janeiro, na Itália e na França. Sempre curtas experimentais, baseados em textos poéticos, e explorando a imagem estourada da bitola super-8.

Curso – Em Brasília (de 16 a 18 de abril), os curadores Ana Farache e Paulo Cunha irão realizar o curso “O cinema nas margens: o super-8 de Pernambuco nos anos 1970”, que vai abordar a produção de cinema experimental em Pernambuco entre 1973 e 1984. Nesse período, foram produzidos mais de duzentos curtas por um grupo de cineastas que propuseram uma nova leitura do cinema no Brasil. A ideia do curso é apresentar filmes de cineastas como Geneton Moraes Neto, Amin Stepple, Ivan Cordeiro, Fernando Spencer e Jomard Muniz de Brito para tentar compreender a extensão dessa produção periférica.

No primeiro encontro será discutido o início do surto de Super-8 no Recife, em 1973, e suas duas principais vertentes da produção: o documentário e o experimental. No segundo dia, serão destacadas obras específicas e significativas dos realizadores. Fechando o encontro, o foco será o esforço de preservação desse material empreendido pela Cinemateca Pernambucana, quando será apresentado um balanço do seu primeiro ano de funcionamento. E, finalmente, será apresentado o procedimento desenvolvido pela Cinemateca para a preservação digital dos filmes depositados em cessão pelos produtores/realizadores.

 

Programação completa da 18º Mostra do Filme livre no site:
www.mostradofilmelivre.com 

Grupo de Pesquisa traz palestra sobre a pornochanchada

Grupo de Pesquisa traz palestra sobre a pornochanchada
Vera Fischer e Carlo Mossy em Essa gostosa brincadeira a dois (1972)

 

O Grupo de Pesquisa Cinema & História da Cinemateca Pernambucana promove a palestra sobre a pornochancada no Brasil, com o doutorando Romulo Barros, da UFPE. O encontro é gratuito. Para garantir a sua vaga se inscreva aqui.

A  pornochachada é um gênero de filmes que surgiu em meados dos anos 70 em São Paulo, num local conhecido como Boca do Lixo, onde diversos grupos e cineastas ganharam destaque. Para mais detalhes sobre o tema acesse aqui o texto a ser discutido durante o debate 

O encontro acontece na Cinemateca Pernambucana, na quarta (17/04), às 14h00 na Av. Dezessete de Agosto, 2187, Casa Forte. Entrada gratuita.

 

Romulo Barros palestra sobre a pornochanchada

 

Sobre o palestrante

Rômulo Barros é mestre e doutorando em História pela Universidade Federal de Pernambuco.

Grupo de Pesquisa traz palestra sobre relações de gêneros e estereótipos nos filmes do Ciclo do Recife

Grupo de Pesquisa traz palestra sobre relações de gêneros e estereótipos nos filmes do Ciclo do Recife

Nesta sexta-feira (22/02), às 14h, o grupo de pesquisa em Cinema & história da Cinemateca Pernambucana realiza palestra com a historiadora Jéssika Alves, que vai discutir as relações de gênero e os estereótipos femininos e masculinos nos filmes Aitaré da Praia (1925) e A Filha do Advogado (1926). O encontro é gratuito e aberto a todos os interessados. A palestra é gratuita e a inscrição pode ser feita aqui.

A palestrante Jéssika Alves

Sobre a palestrante

Jéssika é historiadora formada pela Universidade de Pernambuco (UPE) e Mestre em História Social pela Universidade Federal Fluminense. Pesquisa sobre a formação das imagens cinematográficas e sua influência na pesquisa histórica, com foco nas relações de gênero, história das mulheres, feminismos e processos de (des)construção de masculinidades no cinema.

Sessão Cinemateca celebra o Frevo

Sessão Cinemateca celebra o Frevo
Os sete maestros.

 

A Sessão Cinemateca deste mês vai celebrar o carnaval. O time escolhido é Sete Corações, dirigido em 2014 por Déa Ferraz para a Ateliê Produções. O professor de música Maurício Cezar é o debatedor convidado e vai explicar a importância do frevo na cultura de Pernambuco.  A sessão acontece nesse sábado (16/02) no Cinema da Fundação/Museu, às 16h30, com entrada gratuita.

O documentário é uma grande oportunidade para quem quer conhecer melhor sete grandes maestros pernambucanos: Clóvis Pereira, Guedes Peixoto, Nunes, Ademir Araújo, Duda, Jose Menezes e  Edson Rodrigues. São sete vidas,  sete histórias, unidos por um só ritmo: o frevo. Durante a produção do documentário, eles foram desafiados a compor um único frevo de rua, batizado justamente de Sete Corações. O longa aproveita a criação musical coletiva para ouvir as histórias de cada um desses geniais compositores. E assim, enquanto o frevo vai sendo composto, entendemos como eles percebem a importância do frevo na evolução do carnaval pernambucano.

O desafio aos músicos veteranos é lançado pelo maestro Inaldo Cavalcanti de Albuquerque, mais conhecido como Spock, que durante o filme vai explicando como a história dos compositores se mistura com a do próprio carnaval. Spock estás na origem do documentário: ao fazer uma pesquisa sobre o frevo, ele se deparou com uma grande carência de registros, especialmente audiovisuais. Nasceu daí a ideia de homenagear os sete mestres, enquanto ainda estavam vivos. O filme mostra também a preparação do próprio carnaval. Desde os camelôs vendendo fantasias até a grande apoteose no Marco Zero, com uma multidão saudando os maestros.

O músico Maurício Cezar, professor do Instituto Federal e do Conservatório Pernambucano, será o debatedor da Sessão Cinemateca. Além de tocar diversos instrumentos, o musicista conhece bem a composição e a história do frevo, como ritmo pernambucano e Patrimônio Imaterial da Humanidade desde 2012, segundo a Unesco.

 

Maurício Cezar

 

Sobre o convidado:

Mauricio Correia Cezar Neto, natural de Olinda/PE, é graduado em música pela UFPE e especialista em História das Artes e das Religiões pela UFRPE. Pianista e tecladista, iniciou seus estudos musicais na banda marcial do Colégio Estadual Joaquim Távora (Niterói / RJ) e participou de diversas bandas escolares. Estudou piano popular e disciplinas teóricas no Conservatório Pernambucano de Música, lugar em que lecionou Piano Popular e Teclado 2008 – 2018. Participou como compositor e arranjador do Concurso de Música Carnavalesca, promovido pela Prefeitura da Cidade de Recife em 2008 e 2009, obtendo o 4º lugar com o frevo de rua Munganga e o 2º lugar com o frevo de rua Um passista em Buenos Aires. Atualmente leciona a disciplina de Piano Popular no curso de licenciatura em música do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE).

Cinemateca Pernambucana realiza oficinas de stop motion

Cinemateca Pernambucana realiza oficinas de stop motion

A programação de férias da Cinemateca Pernambucana traz oficinas de stop motion e exibições de filmes.

A partir da próxima terça (15/01), a Cinemateca oferecerá atividades em stop motion com dispositivos móveis para o público infantil, incluindo modelagem, animação e exibições de curta-metragens nesta técnica de animação. As crianças devem estar acompanhadas pelos responsáveis.  As oficinas acontecem pela manhã, das 9h30 às 11h, e a tarde, das 14h às 15h30. Entrada gratuita.

O público pode contar também com a mediação completa da equipe da Cinemateca Pernambucana para ver pessoalmente alguns dos objetos e partes dos figurinos que viram na telinha. Além da programação de férias, a Cinemateca funciona o ano inteiro como centro avançado de estudos e pesquisas do cinema pernambucano.

MasterClass Memórias de Humberto Mauro, realizada por André di Mauro

MasterClass Memórias de Humberto Mauro, realizada por André di Mauro
Humberto Mauro em Set.

Neste sábado (22/12), das 15h às 17h, o grupo de pesquisa em Cinema & história da Cinemateca Pernambucana realiza a “MasterClass Memórias de Humberto Mauro”, com o cineasta André Di Mauro. André é sobrinho-neto do realizador e diretor do documentário “Humberto Mauro”, sobre a vida e obra do seu tio-avô. O diretor vai tratar também sobre o processo de construção e as técnicas de documentário com imagens e vídeos de arquivo. A entrada é gratuita e é possível realizar a inscrição aqui.

Humberto Mauro, uma das grandes referências do cinema nacional, é diretor dos clássicos “Ganga Bruta” (1931) e “Braza Dormida” (1928), realizou mais de 350 curtas e em 1936 foi contratado como diretor do INCE – Instituto Nacional de Cinema.

Após a Master Class, os inscritos poderão assistir, às 18h10, ao documentário em longa-metragem “Humberto Mauro” que reúne entrevistas e trechos de diversos curtas do cineasta, no Cinema do Museu (Meia 7,00 Inteira 14,00).

 

Sinopse
Um documentário-tributo ao cineasta Humberto Mauro considerado o pioneiro do cinema brasileiro e latino-americano. O filme mostra a vida de Humberto Mauro através de seus filmes. Apresenta uma narrativa sensorial cujo fio condutor é uma entrevista gravada com Mauro nos anos 60 no MIS – Museu da Imagem e do Som. O filme “Humberto Mauro” é um amplo painel dinâmico e humano sobre a criatividade e o cinema de Mauro, expondo as incomuns soluções técnicas para fazer seus filmes e a luta diante das adversidades inerentes ao pioneirismo no início do século XX em uma pequena cidade no interior do Brasil.

 

André Di Mauro

 

Sobre

André Di Mauro tem um histórico multidisciplinar que inclui trabalhos como escritor, diretor, produtor e ator. Trabalha na área audiovisual desde o início dos anos 90. Foi o criador do primeiro Curso de Cinema de Nível Superior da Cidade do Rio de Janeiro na Universidade Estácio de Sá onde trabalhou como Diretor Acadêmico por dez anos. André dirigiu diversos curtas metragens e projetos independentes para televisão e VOD. Em 2018, seu curta-metragem, o documentário “Moon Effect”, recebeu o prêmio de “Melhor Curta-Metragem Documentário” no Canadá Independent Film Festival. Em 2018 dirigiu seu primeiro longa-metragem o filme “Humberto Mauro” que fez sua estreia mundial no “Festival de Cinema de Veneza” dentro da seleção oficial do programa Venezia Classici indicado ao Prêmio de Melhor Filme Documentário.