Oficina de Continuidade Audiovisual com Adelina Pontual

Oficina de Continuidade Audiovisual com Adelina Pontual

Estão abertas as inscrições para a oficina promovida pela Cinemateca Pernambucana “Continuidade no Audiovisual”, com a cineasta Adelina Pontual.

Desta vez, as aulas irão ocorrer totalmente online, pela plataforma Google Meet. A oficina será dividida em dois módulos, o primeiro nos dias 6, 7 e ‪8 de outubro‬ e o segundo nos dias 13, 14, ‪15 de outubro‬, sempre das 15h às 17h.

A diretora abordará tópicos relacionando continuidade com direção, montagem, decupagem e roteiro. Versará ainda sobre o trabalho no set de filmagem e estudo das cenas produzidas.

A inscrição da oficina é gratuita e pode ser feita aqui no link do formulário, até terça-feira (29).

 

Adelina Pontual

A diretora, roteirista, continuísta e mestra em comunicação Adelina Pontual é um dos maiores nomes do cinema pernambucano e já trabalhou em produções como Central do Brasil, de Walter Salles (1998), Carandiru, de Héctor Babenco (2003), Era Uma vez, Eu Verônica de Marcelo Gomes (2012), Tatuagem de Hilton Lacerda (2013), Que Horas Ela Volta, de Anna Muylaert (2015).

Dirigiu e roteirizou o longa Rio Doce/CDU e curtas-metragem como ReTratro (2012), Véio (2005), O Pedido (1999), Cachaça (1995) entre outros. Todos disponíveis aqui no portal da Cinemateca.

É Mestra em comunicação pela UFPE, com a dissertação ”Continuidade Cinematográfica e Narrativas Contemporâneas”. Formada em Comunicação Social pela UFPE e em Cinema pela Escuela Internacional de Cine y Televisión (EICTV), em Cuba, já ministrou diversos cursos de continuidade como: ”Oficina de Continuidade Cinematográfica” produzida pela Canne/Fundaj, módulo de continuidade no Curso de ”Formação Profissional para Cinema”, pelo Instituto Icuman, módulos de Assistência de Direção e Continuidade no curso regular de Cinema na  Escuela Internacional de Cine y Televisión (EICTV).

Coleção Cinemateca lança seus dois primeiros títulos

Coleção Cinemateca lança seus dois primeiros títulos

Serão lançados nesta sexta (17) os dois primeiros volumes da Coleção Cinemateca Pernambucano, da Editora Massangana da Fundação Joaquim Nabuco. O lançamento será em live, pelo canal do Youtube da Fundaj.

A Brodagem no Cinema em Pernambuco, de Amanda Mansur, será lançado às 17 horas, com mediação do pesquisador Paulo Cunha. Verouvindo: audiodescrição e o som do cinema, de Liliana Tavares, será às 18 horas com mediação de Túlio Rodrigues, chefe da Divisão de Acessibilidade do Cinema da Fundação.

“A coleção surge para difundir ainda mais o cinema produzido em Pernambuco, reunindo obras com abordagens históricas, técnicas e estéticas consideradas essenciais para o campo audiovisual. Além da questão da acessibilidade, que buscamos alcançar plenamente no Cinema da Fundação por meio do Projeto Alumiar”, destacou a coordenadora do Cinema da Fundação e da Cinemateca Pernambucana, Ana Farache.

Os dois primeiros volumes da Coleção Cinemateca Pernambucana resultam das teses de doutorado das autoras.

A Brodagem no Cinema em Pernambuco aborda o suporte da produção e da qualidade do cinema pernambucano, que, para a autora Amanda Mansur, está totalmente vinculado a uma comunidade de afetos. Ela estuda o cinema pernambucano desde 2007. “A ideia de escrever o livro se deu justamente pelo fato de eu ter trabalhado com alguns cineastas que ainda hoje produzem no estado. Acompanhei a formação dos grupos de perto. A configuração dos grupos está ligada aos laços de amizade, valores e outros sentimentos compartilhados em torno de uma estrutura social da brodagem”, afirmou Amanda, doutora Comunicação pela UFPE.

Para a pesquisado e professora em Cinema da UFPe, essa relação vai para além dos filmes. “Tem sintonia também com os espaços do Recife. Todas essas pessoas configuram uma comunidade de afeto que é representada a partir do cinema. A relação entre as pessoas e a formação dos grupos é uma constante na história do cinema pernambucano. Isso também foi fundamental para a sua existência. Mas é claro que essa maneira de produzir cinema, no contexto de brodagem, vai mudar ao longo dos anos. Inicialmente surgiu por uma questão de deficiência financeira”, completou.

A obra Verouvindo: audiodescrição e o som do cinema” traz exemplos de filmes produzidos com acessibilidade, especificamente para pessoas cegas ou com baixa visão. Um deles é o curta metragem “AutoFalo”, escrito e dirigido por Caio Dornellas, produtor audiovisual natural de Goiana/PE.

“Verouvindo é um festival acessível. Foi o primeiro evento que impulsionou a acessibilidade de filmes em Pernambuco. No livro, falo sobre a audiodescrição e o som no cinema, mostrando como essa camada sonora adicionada ao filme traduz as imagens para deficientes visuais. A audiodescrição dialoga com o script do filme, com a música, com os efeitos sonoros e com a narração. Por ser parte criativa, todas as funções da audiodescrição são pensadas antes mesmo da produção do filme”, ressaltou Liliana Tavares.

Os dois livros podem ser adquiridos na Editora Massangana, na sede da Fundaj em Casa Forte, pelo valor de R$ 20.

SERVIÇO
A Brodagem no Cinema em Pernambuco (17h – autora: Amanda Mansur; mediador: cineasta Paulo Cunha); “Verouvindo: audiodescrição e o som do cinema (18h – autora: Liliana Tavares; mediador: chefe da Divisão de Acessibilidade do Cinema da Fundaj, Túlio Rodrigues)

O Curta Alumiar foi sucesso no portal da Cinemateca

O Curta Alumiar foi sucesso no portal da Cinemateca

O Curta Alumiar – I Mostra de Curtas Pernambucanos Acessíveis On-line da Fundaj – foi um sucesso! Durante os dias 18 e 19 de junho, o público com deficiência pode ter uma programação dirigida a eles. Oito curtas pernambucanos foram exibidos on-line com Audiodescrição, Janela de Libras e Legenda para Surdos e Ensurdecidos, no portal da Cinemateca Pernambucana.

O público marcou presença virtualmente, assistindo aos filmes na segurança de suas casas neste período de pandemia. No dois dias da mostra, o portal da Cinemateca Pernambucana teve quase 1.000 acessos e os filmes acessíveis registraram mais de 500 visualizações. Esses números ainda devem aumentar, já que os filmes ficarão disponíveis permanentemente para acesso no acervo do portal. Acesse aqui a Mostra.

A mostra é uma ação do Projeto Alumiar de Cinema Acessível, que desde 2017, produz e exibe filmes com acessibilidade comunicacional no Cinema da Fundação. A expectativa é de que quando as atividades do cinema voltarem, a Mostra Curta Alumiar ganhe uma versão presencial, com a presença do público com deficiência e dos diretores dos filmes.

Curta Alumiar – I Mostra de Curtas Pernambucanos Acessíveis On-line da Fundaj

Curta Alumiar – I Mostra de Curtas Pernambucanos Acessíveis On-line da Fundaj

 

O Curta Alumiar – I Mostra de Curtas Pernambucanos Acessíveis On-line da Fundaj, com filmes com acessibilidade comunicacional para pessoas com deficiências visuais e auditivas, reúne oito curtas pernambucanos de diferentes gêneros e formatos, com os recursos de Audiodescrição, Libras e Legenda para Surdos e Ensurdecidos.

Os filmes abordam temáticas importantes da cultura pernambucana, como a fé do povo sertanejo, o Cavalo Marinho, a xilogravura, a poesia de João Cabral de Melo Neto e a vida de Clarice Lispector no Recife quando menina. Também compõem a mostra um documentário histórico sobre a sala cinema mais antiga do Recife e ficções que discutem sobre deficiência e bullying.

A Mostra Curta Alumiar também terá sua versão presencial tão logo as salas do Cinema da Fundação forem reabertas ao público. Após a mostra os curtas farão parte do nosso acervo no link Acessibilidade. Essa é mais uma atividade promovida pelo Projeto Alumiar de Cinema Acessível, da Coordenação de Cinema e a Cinemateca Pernambucana da Fundaj.

 

Acesse abaixo os curtas da Mostra do dia 18 (quinta-feira):

 
A Árvore do Dinheiro

Frame do filme A Árvore do Dinheiro. Clique para assistir ao filme.

Brasil | 2002 | 7 min | Livre | Animação
Direção
| Marcos Buccini, Diego Credidio
Sinopse | Uma animação toda em Literatura de Cordel, uma arte popular da cultura do Nordeste.

 

A Onda Traz, O Vento Leva

Brasil | 2010 | 28 min | 12 anos | Ficção | Desvia
Direção | Gabriel Mascaro
Sinopse | Rodrigo é surdo e trabalha numa equipadora instalando som em carros. O filme é uma jornada sensorial sobre um cotidiano marcado por ruídos, vibrações, incomunicabilidade, ambiguidade e dúvidas.

 

Ave Maria ou Mãe dos Sertanejos

Brasil | 2009 | 12 min | Livre | Documentário | Aurora Cinema
Direção | Camilo Cavalcante
Sinopse: Um registro poético do imaginário popular do Sertão, às 18 horas, quando toca na rádio a Ave Maria Sertaneja, interpretada por Luis Gonzaga.

 

Cinema Glória

Brasil | 1979 | 16 min | 10 anos | Documentário
Direção | Fernando Spencer, Felix Filho
Sinopse | O mais antigo cinema do Recife, na época das filmagens em funcionamento desde 1926 na Praça do Mercado de São José, na visão dos seus frequentadores: camelôs, prostitutas, biscateiros. Depoimentos de Jota Soares, Liêdo Maranhão, Bajado e Celso Marconi, Maria José Leite.

 

Acesse abaixo os curtas da Mostra do dia 19 (sexta-feira):

 
Clandestina Felicidade

Brasil | 1998 | 14 min | Livre | Ficção
Direção | Beto Normal, Marcelo Gomes
Sinopse | Fragmentos da infância da escritora Clarice Lispector, em Recife, 1929. Sua paixão pela leitura, seu olhar curioso e perplexo, a descoberta do mundo.

 

Nº 27

Brasil | 2008 | 20 min | 14 anos | Ficção | Trincheira Filmes
Direção | Marcelo Lordello
Sinopse | O banheiro tá na limpeza. – Luiz responde, segurando a maçaneta com toda força. – Limpeza? Deixa de conversa porra, abre a porta! – O banheiro tá na limpeza, procura outro, por favor. – Que limpeza…abre logo a porta eu quero mijar, velho! – Meu irmão, você pode chamar o coordenador, por favor…

 

Recife de Dentro pra Fora

Brasil | 1997 | 16 min | Livre | Documentário | Arrecife Produções
Direção | Katia Mesel
Sinopse | Filme inspirado em poema de João Cabral de Melo Neto e sua vida no Capibaribe.

 

Salu e o Cavalo Marinho

Brasil | 2014 | 13 min | Livre | Animação
Direção | Cecília da Fonte Alves
Sinopse: Salu é um menino que mora na cidade de aliança e sonha em ser artista.

Cinema da Fundação promove o Curta Alumiar

Cinema da Fundação promove o Curta Alumiar

Nos próximos dias 18 e 19 de junho, o Cinema da Fundação promove o Curta Alumiar – I Mostra de Curtas Pernambucanos Acessíveis On-line da Fundaj, para pessoas com deficiências visuais e auditivas. A mostra lança oito curtas acessíveis de diferentes gêneros e formatos, disponíveis para serem assistidos aqui no portal da Cinemateca Pernambucana.

Os curtas entrarão no link da Mostra e ficarão permanentemente no portal. “Essa mostra para a difusão de novos filmes acessíveis foi pensada para que pessoas cegas, com baixa visão, surdas ou ensurdecidas também tenham opção de acessar, da segurança de casa, uma produção cultural de qualidade durante este período de isolamento social”, diz a coordenadora do Cinema e da Cinemateca Pernambucana da Fundação Joaquim Nabuco, Ana Farache.

A coordenadora ressalta que a acessibilidade comunicacional dos curtas foi produzida pela Fundaj e que a mostra é mais uma atividade promovida pelo projeto Alumiar de Sessão Acessível do Cinema da Fundação, criado no final de 2017. O Alumiar oferece um espaço de inclusão social e cultural para as pessoas com deficiências sensoriais e tornou o Cinema da Fundação o primeiro do Brasil a tornar filmes acessíveis e a exibir sua programação regular longas nacionais com três modalidades de acessibilidade comunicacional: Audiodescrição (AD) para pessoas cegas ou com baixa visão; Língua Brasileira de Sinais (Libras) para pessoas surdas, e Legenda para Surdos e Ensurdecidos (LSE).

O Alumiar destina-se, também, a estudantes, profissionais e pesquisadores da área da acessibilidade, produtores de audiovisual, estudantes de artes visuais e ao público em geral. Além de colaborar para a formação de um novo público a partir da inserção de pessoas com deficiências sensoriais no universo do cinema, a ação inclusiva criou um canal de diálogo com profissionais da acessibilidade, promovendo debates e encontros sobre acessibilidade nas salas de cinema.

 

PROGRAMAÇÃO – Mostra Curta Alumiar

18 de junho (quinta), a partir das 14h:
A Árvore do Dinheiro de Marcos Buccini e Diego Credidio
A Onda Traz, O Vento Leva de Gabriel Mascaro
Ave Maria ou Mãe dos Sertanejos de Camilo Cavalcante
Cinema Glória de Fernando Spencer e Felix Filho

19 de junho (sexta), a partir das 14h:
Clandestina Felicidade de Beto Normal e Marcelo Gomes
Nº 27 de Marcelo Lordello
Recife de Dentro pra Fora de Kátia Mesel
Salu e o Cavalo Marinho de Cecília da Fonte Alves

 

A Mostra Alumiar estará disponível AQUI.

 

Sobre os filmes

A Árvore do Dinheiro
Direção: Marcos Buccini, Diego Credidio
Categoria: Animação, Ano: 2002, Duração: 7 min
Sinopse: Uma animação toda em Literatura de Cordel, uma arte popular da cultura do Nordeste.
Classificação Indicativa: Livre

A Onda Traz, O Vento Leva
Direção: Gabriel Mascaro
Categoria: Ficção, Ano: 2010, Duração: 28 min
Sinopse: Rodrigo é surdo e trabalha numa equipadora instalando som em carros. O filme é uma jornada sensorial sobre um cotidiano marcado por ruídos, vibrações, incomunicabilidade, ambiguidade e dúvidas.
Classificação Indicativa: 12 anos

Ave Maria ou Mãe dos Sertanejos
Direção: Camilo Cavalcante
Categoria: Documentário, Ano: 2009, Duração: 12 min
Sinopse: Um registro poético do imaginário popular do Sertão, às 18 horas, quando toca na rádio a Ave Maria Sertaneja, interpretada por Luis Gonzaga.
Classificação Indicativa: Livre

Cinema Glória
Direção: Fernando Spencer, Felix Filho
Categoria: Documentário, Ano: 1979, Duração: 16 min
Sinopse: O mais antigo cinema do Recife, na época das filmagens em funcionamento desde 1926 na Praça do Mercado de São José, na visão dos seus frequentadores: camelôs, prostitutas, biscateiros. Depoimentos de Jota Soares, Liêdo Maranhão, Bajado e Celso Marconi, Maria José Leite.
Classificação Indicativa: 10 anos

Clandestina Felicidade
Direção: Beto Normal, Marcelo Gomes
Categoria: Ficção, Ano: 1998, Duração: 14min
Sinopse: Fragmentos da infância da escritora Clarice Lispector, em Recife, 1929. Sua paixão pela leitura, seu olhar curioso e perplexo, a descoberta do mundo.
Classificação Indicativa: Livre

Nº 27
Direção: Marcelo Lordello
Categoria: Ficção, Ano: 2008, Duração: 20 min
Sinopse: O banheiro tá na limpeza. – Luiz responde, segurando a maçaneta com toda força. – Limpeza? Deixa de conversa porra, abre a porta! – O banheiro tá na limpeza, procura outro, por favor. – Que limpeza…abre logo a porta eu quero mijar, velho! – Meu irmão, você pode chamar o coordenador, por favor…
Classificação Indicativa: 14 anos

Recife de Dentro pra Fora
Direção: Katia Mesel
Categoria: Documentário, Ano: 1997, Duração: 16 min
Sinopse: Filme inspirado em poema de João Cabral de Melo Neto e sua vida no Capibaribe.
Classificação Indicativa: Livre

Salu e o Cavalo Marinho
Direção: Cecília da Fonte Alves
Categoria: Animação, Ano: 2014, Duração: 13 min
Sinopse: Salu é um menino que mora na cidade de aliança e sonha em ser artista.
Classificação Indicativa: Livre

FestCurtas Fundaj totalmente on-line

FestCurtas Fundaj totalmente on-line

O Cinema da Fundação realiza o FestCurtas Fundaj 2020 – I Festival Nacional de Curtas do Cinema da Fundação On-line, aberto a realizadores de todo o Brasil. Poderão participar filmes de até 30 minutos sejam ficção, documentário ou animação.

Este é o primeiro festival de cinema realizado pela Fundação Joaquim Nabuco e acontecerá totalmente on-line, desde as inscrições, seleção, exibição e premiação. As inscrições vão até a 15 de junho. Os interessados devem conferir o regulamento, se inscrever e enviar seus filmes pelo site festcurtasfundaj.com.br

O festival é mais uma ação da Fundaj que visa manter nossas atividades nessa época de isolamento social, levando ao público a força e beleza do cinema brasileiro.

Serão aceitos curtas produzidos a partir de junho de 2018. Os filmes selecionados serão anunciados depois do dia 25 junho de 2020. O FestCurtas também terá sua versão presencial no Cinema da Fundação logo após a reabertura das sua salas com o final do isolamento social. O FestCurtas Fundaj 2020 será na primeira semana de julho.

 

Uptade – 16 de junho de 2020:
Inscrições encerradas

As inscrições para o Festcurtas Fundaj 2020 estão encerradas. Foram 520 curtas de todos os cantos do Brasil. O que não falta é filme massa para gente assistir e selecionar! E fique ligado, que iremos anunciar os selecionados em breve. Você pode estar entre eles!

Uptade – 25de junho de 2020:
Datas

O Festcurtas aconteceu de 07 a 12 julho.

Cinemateca Pernambucana oferece catálogo online com mais de 250 obras pernambucanas

Cinemateca Pernambucana oferece catálogo online com mais de 250 obras pernambucanas

Fechada para visitações no combate a disseminação do coronavírus (Covid-19), a Cinemateca Pernambucana da Fundação Joaquim Nabuco segue movimentando a cultura cinematográfica do estado. Através do nosso portal, disponibilizamos para acesso gratuito um acervo de mais de 250 obras pernambucanas.

Além de longas e curtas, é possível encontrar cenas extras e making offs com bastidores de grandes obras pernambucanas, como o longa Tatuagem (2013), de Hilton Lacerda, e Cinema, Aspirinas e Urubus (2005), de Marcelo Gomes.

O acervo dispõe um total de 261 obras, com produções entre clássicos históricos de 1923 até títulos recentes deste século. Entre os antigos, a Cinemateca Pernambucana disponibiliza a coleção Super-8 do cineasta e jornalista Geneton Moraes Neto, além de obras do importante Ciclo do Recife, com filmes como A Filha do Advogado (1927) e Aitaré da Praia (1926).

Estão disponíveis também o clássico O Canto do Mar (1952), de Alberto Cavalcanti, e filmes de realizadores como Jomard Muniz de Britto e Katia Mesel. Da cineasta é possível assistir Recife de Dentro pra Fora, O Rochedo e a Estrela (com acessibilidade comunicacional), entre outros.

De obras mais recentes, o acervo traz a coleção completa de filmes de Camilo Cavalcante, incluindo o longa A História da Eternidade (2014), protagonizado por Irandhir Santos, a coleção Adelina Pontual, com seus curtas e o documentário Rio Doce/CDU (disponível também com acessibilidade comunicacional), além de obras de importantes nomes do cinema recente como Gabriel Mascaro, Hilton Lacerda e Dea Ferraz.

Para a criançada, a Cinemateca Pernambucana possui no catálogo boas produções do cinema de animação pernambucano, como Salu e o Cavalo Marinho, de Cecilia da Fonte Alves, A Saga da Asa Branca, de Lula Gonzaga, A Árvore do Dinheiro (uma animação toda em cordel), de Marcos Buccini e Diego Credidio, entre outras.

O portal também dispõe de filmes com acessibilidade comunicacional para pessoas com deficiências visuais e auditivas, por meio da Audiodescrição, Libras e LSE.

“É gratificante saber que podemos oferecer uma programação de qualidade para as pessoas que estão sem sair de casa, nesse momento delicado que estamos passando. A Cinemateca Pernambucana conta com a adesão de 46 diretores. São documentários, ficção, animações, séries de televisão e filmes acessíveis para deficientes visuais e auditivos. O filme mais antigo é o doc Recife no Centenário da Confederação do Equador, de 1924. Até os sucessos mais recentes da nova safra de diretores pernambucanos”, diz Ana Farache, Coordenadora do Cinema e da Cinemateca Pernambucana da Fundação Joaquim Nabuco.

Conhecendo o Ciclo do Recife

Conhecendo o Ciclo do Recife
Imagem do filme “A Filha do Advogado”.

Iniciado em 1923, o hoje conhecido como Ciclo do Recife (1923 – 1931), foi um dos mais importantes períodos produtivos do cinema brasileiro na época. Foram realizados 13 longas-metragens, entre os clássicos Aitaré da Praia e A Filha do Advogado, disponíveis no nosso acervo online.

O grupo – O ourives Edson Chagas, o gravador Gentil Roiz e o estudante de engenharia Luís de França Rosa (que adotaria o nome artístico de Ary Severo), fãs do cinema americano, se conhecem e fundam a Aurora Film, na rua de São João, 485, no bairro de São José. Nascia então, em 1923, o Ciclo do Recife que produziria treze longas. Entre os filmes, os clássicos A filha do advogado, de Jota Soares, e Aitaré da praia, de Ary Severo. O Ciclo acaba em 1931 com a chegada dos filmes americanos de som sincrônico, técnica ainda não dominada pelos realizadores pernambucanos.

 

Acesse aqui os filmes disponíveis no acervo da Cinemateca Pernambucana:

Retribuição
Direção: Gentil Roiz
Ano: 1924
Duração: 30 min
Sinopse: A história da mocinha que recebe do pai moribundo um mapa do tesouro e, auxiliada pelo galã, enfrenta os bandidos, também dispostos a colocar a mão na fortuna.

 

Jurando Vingar
Direção: Ary Severo
Ano: 1925
Duração: 49 min
Sinopse: O plantador de cana Júlio Serra se apaixona por Berta, uma moça que trabalha em um bar.

 

Aitaré da Praia
Direção: Gentil Roiz
Ano: 1925
Duração: 60 min
Sinopse: Aitaré namora Cora, uma moça da aldeia. Numa viagem de jangada em dia tempestuoso, ele salva o roco Coronel Felipe Rosa e sua filha, que ficam retidos nessa pequena aldeia de pescadores até a chegada de um barco, que os leva de volta à cidade de Recife. Por causa das intrigas, Cora e Aitaré se desentendem. Somente cinco anos mais tarde, tudo será esclarecido e eles se reconciliarão.

 

A Filha do Advogado
Direção: Jota Soares
Ano: 1926
Duração: 90 min
Sinopse: O advogado Dr. Paulo Aragão, antes de seguir viagem para a Europa, conta seu segredo ao amigo jornalista Lúcio: tem uma filha biológica, Heloisa, que vive com a mãe numa casa da fazenda de Paulo. Lucio fica com a incumbência de providenciar a mudança delas para a capital. Ele então entra em contato com Heloisa e a mãe dela, Lucinda e, com a chegada das duas, Heloisa e Lucio começam discreto namoro. Ela e a mãe vão ter que enfrentar a ganância de diversas pessoas, entre elas Helvécio, também filho do Dr. Paulo Aragão, e Gerôncio, o empregado.

 

Revezes
Direção: Chagas Ribeiro
Ano: 1927
Duração: 48 min
Sinopse: Jacinto, dono de uma próspera fazenda, é um homem mau, soberbo e violento; ausentava-se frequentemente para ir às feiras de gado. Seu filho, também perverso, procura conquistar Célia, filha do vaqueiro Augusto, mas ela gosta de Carlos, filho do vaqueiro Anselmo.

Sessão Cinemateca traz mostra com curtas de Adelina Pontual

Sessão Cinemateca traz mostra com curtas de Adelina Pontual

Na primeira Sessão Cinemateca de 2020 a Cinemateca Pernambucana traz uma programação especial de uma das grandes diretoras pernambucanas. A Mostra Adelina Pontual acontece neste sábado (25) às 16h10 e contará com a exibição de três curtas-metragem, além de um debate com a diretora. A sessão acontece no Cinema da Fundação/Museu, em Casa Forte, com entrada gratuita. Confira mais informações abaixo.

Sobre a diretora

Adelina Pontual nasceu em Recife, formou-se em Comunicação Social pela UFPE e em Cinema, com Especialização em Montagem, pela Escuela Internacional de Cine y TV, de San Antonio de Los Baños, em Cuba. Integrou o grupo Vanretrô, formado durante o curso de Comunicação nos anos 80. Na década de 90 foi sócia da produtora Parabólica Brasil, junto com Cláudio Assis e Marcelo Gomes. É diretora e roteirista de curtas-metragens e programas para televisão, e seu primeiro trabalho como diretora em longa-metragem foi com o documentário Rio Doce/CDU. Atua também como continuísta, tendo realizado esta função em mais de 20 longas-metragens nacionais, como, Central do Brasil, de Walter Salles, Carandiru, de Héctor Babenco, O Palhaço, de Selton Mello, entre outros.

 

Sobre os filmes

 

Retrato

Ano: 2012

Duração: 16 min

Classificação indicativa: 12 anos

Sinopse: Um dia na vida de uma mulher, que ao completar 53 anos, resolve repensar sua vida, confrontar-se consigo mesma e com a imagem que criou de si ao longo dos anos.

 

Veio

Ano: 2005

Duração: 20 min

Classificação indicativa: Livre

Sinopse: Nos arredores da cidade de Nossa Senhora da Glória, sertão do estado de Sergipe, Nordeste brasileiro, iremos encontrar um inesperado parque de esculturas a céu aberto. Esta inusitada “galeria de arte” é fruto do trabalho de Cícero Alves dos Santos, o Véio, agricultor, artesão, escultor. Nela, Véio instalou a sua Nação, a sua família, composta por seres comuns e mitológicos, por animais e extraterrestres.

 

O Pedido

Ano: 1999

Duração: 15 min

Classificação etária: Livre

Sinopse: Num velho casarão, uma velha senhora e sua jovem afilhada preparam-se para receber uma misteriosa visita que realizará um antigo desejo.

Selecionados para o curso de férias sobre “Introdução a História do cinema”

Selecionados para o curso de férias sobre “Introdução a História do cinema”

Saiu o resultado da seleção do curso de férias”Introdução a História do cinema”. Foram muitas inscrições e devido à lotação do espaço e dinâmica do curso, apenas 14 inscritos foram selecionados. Confira a lista abaixo:

 

Ana Clara De Sena Marinho

Angelica Moreira Andrada

Clara Menezes Lira de Sá

Gabriel de Albuquerque Ignácio

Ingrid Vitoria Albuquerque da Costa

Julia de Oliveira Lima Damasceno

Laisa Yasmin Gomes Soares 

Luca Hoover Queiroga

Malena Caroline Pereira Tavares

Maria Eduarda Santos Da Silva 

Maria Letícia Coelho

Vitória Inês Coelho

Wesley Carlos Brito Da Silva

Yasmin Pereira Carvalho

 

O curso ocorrerá nos dias 22 (quarta)  e 23 (quinta) janeiro, das 13h às 16h15, na sede da Cinemateca Pernambucana, na Av. Dezessete de Agosto, 2187, Casa Forte. No primeiro andar do Cinema do Museu.

Em breve a Cinemateca lançará outros cursos de formação para os interessados no cinema. Fique atento às atualizações no site e no nosso Facebook.