Diretor, Produtor, Roteirista
Nascido na Rua Imperial, Bairro de São José, em 1937, Jomard é um cineasta, professor e escritor pernambucano. Graduado e Licenciado em Filosofia pela Universidade do Recife (atual UFPE), iniciou sua carreira profissional como professor de Filosofia em cursos secundários. Integrou a equipe inicial do Sistema Paulo Freire de Educação de Adultos, tendo sido aposentado pelo regime de 1964. Manteve-se na UFPB até o AI-5. Agitador cultural, escritor, realizador de filmes em super-8 e de performances várias, participa intensamente da movimentação tropicalista no Nordeste nos anos 70. Cineclubista e intelectual engajado, irônico paladino das vanguardas, “o famigerado JMB ou o ETC do amor cortês” (como se auto-intitula) é autor de dez livros, algumas peças de teatro e mais de 30 filmes e vídeos.
Sinopse: Uma engenhosa homenagem ao líder sindical Luiz Inácio Lula da Silva e sua trajetória política inicial. O filme apresenta uma música que faz um jogo de palavras com ele, a lua e a luta do homem pela volta da democracia e algumas imagens desses elementos.
Sinopse: Um dos primeiros filmes eróticos de Pernambuco. O diretor usa corpos andróginos fazendo movimentos corporais despidos ao ar livre e com referências às três graças, deusas gregas largamente representadas no renascimento. Todavia, aqui se tratam de 2 corpos masculinos e 1 feminino aumentou a intencionalidade andrógina e a tensão ambígua da obra.
Direção: Jomard Muniz de Britto
Edição: Lima
Elenco: Renato, Suzana, Alcides, Gil Guilherme (Atores do Grupo Vivencial de Olinda)
Sinopse: Filme flutuante do teatro ao cinema, interiores e exteriores, imagens dialogando com a voz e a musicalidade de todos os tropicalismos. Colagens, citações, bricolagens, memórias roubadas entre o nacional-popular e o internacionalismo pra-pular.
Sinopse: Câmera de Rucker Vieira interage com a mise-em- scène de telas de Sérgio Lemos, a nudez da atriz Ivonete Melo, frutas tropicais e diversas moscas.
Sinopse: Exercício crítico sobre a cultura oficial, a partir da interação da câmera com a
performance do Grupo Vivencial, numa adaptação livre de “Sobrados e Mucambos”, de
Gilberto Freyre, que inclui textos de Hermilo Borba Filho. Cenografia das ruas e monumentos
de Recife em imagens de Rucker Viera. Não faltam perguntas diretas sobre o papel do Super
8 na proposição de uma cultura alternativa: “dever do populismo ou prazer do anarquismo?”.