Conceito

A Cinemateca Pernambucana é um espaço destinado à coleta, catalogação, preservação, formação, pesquisa e difusão das produções do cinema feito em Pernambuco. Além de filmes, reúne acervos como roteiros, cartazes, fichas de produção e fotografias. Seu foco principal é preservação e difusão em formato digital.

Inaugurada em 25 de março de 2018, surge como forma de fortalecer a cadeia produtiva do audiovisual no estado. Visa formular projetos e iniciativas voltados para a preservação ampla do acervo pernambucano e sua disponibilização para realizadores, pesquisadores, estudantes e público em geral. O espaço da Cinemateca foi aberto com uma homenagem ao realizador Geneton Moraes Neto, um dos principais diretores ligados ao movimento do Super-8 do Recife, nos anos 1970. Além de ter uma sala para exibições com seu nome no local, a obra na bitola super-8 de Geneton, com 18 filmes, foi digitalizada em 4K pela Cinemateca Pernambucana.

A Cinemateca Pernambucana se constitui, também, como um centro avançado de estudos e pesquisas na área do cinema no Estado, contribuindo para a formação de estudantes e professores. O foco inicial da Cinemateca Pernambucana é a preservação e difusão em matriz digital do acervo que está disponibilizado presencialmente e/ou via Internet, no portal da cinemateca. A coleta, guarda e a gestão do acervo é apenas parte desse desafio, uma vez que a Cinemateca visa também assegurar o acesso facilitado aos conteúdos, ação fundamental para a preservação do cinema pernambucano. Acordos contratualmente estabelecido entre a cinemateca e detentores dos direitos autorais dos filmes, regem as condições de guarda e/ou difusão das produções, caso a caso.
Instalada na sede da Fundação Joaquim Nabuco, em Casa Forte, está vinculada à Coordenação de Cinema da FUNDAJ, que gerencia as salas do Derby e do Museu, onde há sessões periódicas do acervo fílmico pernambucano. A iniciativa é resultado de uma parceria com a coordenação do Cinema da UFPE (em fase final de implantação) e com a TV Escola, instituições vinculadas ao Ministério de Educação.

 

Acessibilidade

A Cinemateca Pernambucana dispõe de equipe especializada para promover no seu espaço visitas guiadas com audiodescrição e Libras para pessoas com baixa visão, cegas surdas ou ensurdecidas. Além da adaptação com o piso podotátil, promovemos exibições e cursos sobre o cinema pernambucano com o objetivo de colaborar para a formação de um novo público a partir da inserção de pessoas com deficiências sensoriais no universo do cinema. Confira no nosso acervo os filmes disponíveis com acessibilidade comunicação, com Audiodescrição (AD) para pessoas cegas ou com baixa visão; Língua Brasileira de Sinais (Libras) para pessoas surdas, e Legenda para surdos e ensurdecidos (LSE) aqui.

 

Referência ao Farol da Barra

Vista da barra, do farol e do Forte do Picão, em 1904.
Vista da barra, do farol e do Forte do Picão, em 1904.

A marca da Cinemateca Pernambucana faz uma referência ao antigo Farol da Barra, que foi construído no Porto do Recife, em 1817. A imagem do farol está presente em diversas imagens técnicas (fotografias e filmes) realizadas em Pernambuco a partir da segunda metade do século XIX. Além disso, faróis são metáforas da projeção e da visão circular, interessada em ver de todos os lados.

O Farol da Barra também evoca o risco do esquecimento, da destruição da memória coletiva de um lugar. Ele já não existe mais como nas antigas imagens do passado, por que foi considerado “ultrapassado” em 1931, substituído um ano depois por uma lanterna automática de 500 mm e, em 1938, deslocado para uma torre no prédio da Capitania dos Portos.

O Farol da Barra do Recife entrou na simbologia local e aparece nos escudos oficiais do Recife e de Pernambuco, justamente ao lado de representações do antigo forte e da barra. É uma imagem que reverencia a importância do Porto do Recife, que tornou a cidade um ponto de intensa troca entre o Brasil e o mundo.

Do antigo farol só restam ruínas. Como só restam fragmentos de muitos filmes realizados em Pernambuco desde o início do século XX.