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Cinemateca Pernambucana oferece catálogo online com mais de 250 obras pernambucanas

Fechada para visitações no combate a disseminação do coronavírus
(Covid-19), a Cinemateca Pernambucana da Fundação Joaquim Nabuco segue
movimentando a cultura cinematográfica do estado. Através do nosso portal,
disponibilizamos para acesso gratuito um acervo de mais de 250 obras
pernambucanas.

Além de longas e curtas, é possível encontrar cenas extras e making offs
com bastidores de grandes obras pernambucanas, como o longa Tatuagem
(2013), de Hilton Lacerda, e Cinema, Aspirinas e Urubus (2005), de Marcelo
Gomes.

O acervo dispõe um total de 261 obras, com produções entre clássicos
históricos de 1923 até títulos recentes deste século. Entre os antigos, a
Cinemateca Pernambucana disponibiliza a coleção Super-8 do cineasta e
jornalista Geneton Moraes Neto, além de obras do importante Ciclo do
Recife, com filmes como A Filha do Advogado (1927) e Aitaré da Praia
(1926).

Estão disponíveis também o clássico O Canto do Mar (1952), de Alberto
Cavalcanti, e filmes de realizadores como Jomard Muniz de Britto e Katia
Mesel. Da cineasta é possível assistir Recife de Dentro pra Fora, O Rochedo
e a Estrela (com acessibilidade comunicacional), entre outros.

De obras mais recentes, o acervo traz a coleção completa de filmes de
Camilo Cavalcante, incluindo o longa A História da Eternidade (2014),
protagonizado por Irandhir Santos, a coleção Adelina Pontual, com seus
curtas e o documentário Rio Doce/CDU (disponível também com acessibilidade
comunicacional), além de obras de importantes nomes do cinema recente como
Gabriel Mascaro, Hilton Lacerda e Dea Ferraz.

Para a criançada, a Cinemateca Pernambucana possui no catálogo boas
produções do cinema de animação pernambucano, como Salu e o Cavalo Marinho,
de Cecilia da Fonte Alves, A Saga da Asa Branca, de Lula Gonzaga, A Árvore do
Dinheiro (uma animação toda em cordel), de Marcos Buccini e Diego Credidio,
entre outras.

O portal também dispõe de filmes com acessibilidade comunicacional para
pessoas com deficiências visuais e auditivas, por meio da Audiodescrição,
Libras e LSE.

“É gratificante saber que podemos oferecer uma programação de qualidade
para as pessoas que estão sem sair de casa, nesse momento delicado que
estamos passando. A Cinemateca Pernambucana conta com a adesão de 46
diretores. São documentários, ficção, animações, séries de televisão e
filmes acessíveis para deficientes visuais e auditivos. O filme mais antigo
é o doc Recife no Centenário da Confederação do Equador, de 1924. Até os
sucessos mais recentes da nova safra de diretores pernambucanos”, diz Ana
Farache, Coordenadora do Cinema e da Cinemateca Pernambucana da Fundação
Joaquim Nabuco.