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Morre diretor, ator e professor Antônio Cadengue

 

Antônio Edson Cadengue, faleceu na madrugada desta quarta-feira (01), aos 64 anos, no Recife. Em decorrência de complicações causadas por uma queda sofrida no domingo (29), na praia de Porto de Galinhas, em Ipojuca. O velório será nesta quinta-feira (02), a partir das 8h, no Teatro Valdemar de Oliveira, no bairro da Boa Vista.

Nascido em Lajedo, teve seu primeiro contato com o teatro através de uma tia e prima que participavam de um grupo de amador de teatro. Alguns anos depois, enquanto estudava psicologia, realizou a preparação de uma peça para alunos da Academia Santa Gertrudes o que proporcionou uma bolsa de estudos numa faculdade particular e aproximação maior com o teatro.

Criador da Companhia Teatro de Seraphim, sempre deu atenção a grupos minoritários e sobretudo os discriminados por questão de raça, religião, doença mental e orientação sexual. Entre suas peças recentemente dirigidas estão “Dorotéia”, de Nelson Rodrigues, e “Puro Lixo, o Espetáculo Mais Vibrante da Cidade”, de Luís Augusto Reis.

No cinema, participou do filme Noturno em Ré-cife Maior, como um vampiro amante da boemia. O cineasta Ivan Cordeiro, cuja obra completa está no acervo da Cinemateca Pernambucana, foi assistente de fotografia no filme e relata sobre sua produção: “Tudo foi feito numa única noite na Recifernália, como Jomard chamava. Ele dizia: “Cadengue, vá lá e faça uma muganga praquele cara…” E Cadengue encarava, ia pra cima. As pessoas, sobretudo nos bares, reagiam. Mustang, Bairro do Recife, Vivencial Diversiones… Lima filmava tudo. Jomard tinha muitos rolos pra queimar. Eram lugares gays, na fase pré-AIDS. E o vampiro sobreviveu à farra. No fundo, é um filme inocente.”

Você pode conhecer a atuação de Antônio Cadengue em Noturno em Ré-cife Maior, de Jomard Muniz de Britto, no acervo da Cinemateca Pernambucana.